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Na compostagem de lixo orgânico, o tempo de transformação da matéria orgânica em composto leva cerca de 4 meses. A adição de minhocas ao processo - a vermicompostagem, costuma reduzir esse tempo em 50%.
Além da utilização de microorganismos mais eficientes, a tecnologia de "compostagem acelerada", como é conhecida, regula umidade, temperatura e aeração de forma automática. O resultado são máquinas que reduzem muito o tempo de compostagem. No Brasil temos modelos com ciclos de 45 minutos, 3 horas e de 24 horas, em escalas residenciais, comerciais e industriais.
A tecnologia de compostagem acelerada já está disponível comercialmente no Brasil, pela venda e aluguel das máquinas, algumas importadas da Ásia e Europa, e algumas já produzidas no país.
Há mais valor nessas máquinas do que a simples produção de composto. É o que afirma Thais Varella, Engenheira Ambiental: "O ato de destinar o resíduo orgânico e retirar composto fértil deve ser visto como um hábito angular que muda a consciência sobre o impacto de nossas ações no ambiente. A diferença é que a compostagem acelerada entrega composto em 24h e não em 2 meses, ou seja, é mais fácil entender e gostar do processo de reciclagem".
Segundo Thais, promover a compostagem próxima da origem do lixo representa uma das ações da Economia Circular, que visa a economia de recursos com menor geração de resíduos.
As máquinas composteiras controlam os fatores que afetam a compostagem natural, através de partes mecânicas e dispositivos de aquecimento ou umidificação. Temporizadores controlam os ciclos para que trabalhem dentro de uma faixa otimizada, e os sensores indicam a hora certa de parar.
Algumas máquinas fazem a compostagem como é na natureza: estimulam a rápida proliferação e atividade de microorganismos.
Essas máquinas dependem da inserção rotineira de cepas ou inóculos, contendo uma amostra dos microorganismos decompositores. Geralmente os ciclos são mais longos e o tipo de resíduo é mais restrito. O resultado final é, porém, um composto rico, prontamente utilizável pelas plantas.
Confira esse trecho do vídeo institucional da empresa indiana Bioneer. Ele explica, de forma resumida, o funcionamento geral de uma máquina aceleradora de compostagem.
Outras máquinas, essas com ciclos curtíssimos (45 minutos ou 3 horas) possuem um método diferente. Elas podem utilizar enzimas, sintetizadas em laboratório, que promovem a degradação dos resíduos orgânicos. Essas máquinas de compostagem oferecem as condições para que as enzimas trabalhem de forma ideal.
O resultado final é um composto homogêneo, bem degradado, mas não com as mesmas propriedades do composto produzido diretamente pelos microorganismos. Pode-se utilizar este composto nas plantas, mas devemos permitir mais tempo para que seus nutrientes sejam disponíveis para as plantas.
O último tipo de máquina é o mais simples: ele aquece, tritura e desidrata o resíduo orgânico, até que se transforme em um material seco e homogêneo. Essas máquinas de compostagem acelerada não produzem, no rigor da palavra, o "composto orgânico" que conhecemos e que é feito no processo natural de compostagem.
Elas produzem uma espécie de fertilizante, um aditivo orgânico que pode ser utilizado para o plantio, desde que misturado com porções maiores de terra. Deve-se aguardar mais tempo para que seus nutrientes estejam disponíveis para as plantas.
Essas máquinas de compostagem acelerada servem mais para reduzir o volume do lixo orgânico, pois elas o fazem com eficiência da faixa de 70-90%. Isso quer dizer que se você coloca 100 Kg de lixo orgânico, depois do ciclo terá cerca de 10 ou 30 Kg!
Ou seja, é a solução perfeita para quem tem um grande volume de lixo orgânico, e também a impossibilidade (ou a consciência) de não despejá-lo em qualquer lugar.
Segundo último levantamento publicado no Plano Nacional de Resíduos Sólidos, cerca de 51% do peso do lixo urbano no Brasil é composto por matéria orgânica. Boa parte desse rico material é descartado como lixo comum e segue para os aterros sanitários.
Os municípios poderiam evitar despesas se existissem mais iniciativas de compostagem do resíduo orgânico, além de poder reaproveitar o material fértil para paisagismo ou agricultura.

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